Sabrina Parracho Sant’Anna



Projetos de Pesquisa


2011 - Atual

Do Guggenheim ao Museu do Amanhã: o processo de musealização e o novo horizonte de expectativas nas intervenções urbanísticas da Zona Portuária do Rio de Janeiro

Tendo em vista, os crescentes diagnósticos de processos de musealização, de espraiamento de centros culturais e da valorização da profissão do curador, este projeto procura investigar o surgimento de instituições museicas como espaços de irradiadores de vida social e instrumentos de políticas públicas para intervenção no espaço urbano. Para tanto, pretende-se investigar a fundação de novos museus na Zona Portuária do Rio de Janeiro, como parte do que vem sendo designado como Porto Maravilha, ou revitalização da Zona Portuária do Rio de Janeiro.


2010 - atual

Duas vezes Mario Pedrosa no mundo da arte - Narrativas e relações sociais na crítica de arte brasileira: 1950 e 2000 em análise comparativa


Nas recentes narrativas sobre a arte, a crítica e seu repertório vêm sendo correntemente postos em questão. Ao lado de elaborações baseadas num saber institucional associado a critérios assépticos de julgamento - sejam elas historiográficas, científicas , etnográficas ou museológicas - as autoridades parecem vir sendo colocadas em xeque como narrativas teleológicas investidas de um poder não necessariamente legítimo. Após o fim da arte , como acontecimento singular numa linha de evolução histórica, restaria à crítica olhar para o presente como crise e constatar que os movimentos de vanguarda solaparam os critérios unívocos de julgamento. O processo há décadas diagnosticado resultaria numa arte contemporânea cujo valor e legitimidade vêm sendo recursivamente questionados. No entanto, ao lado dos últimos diagnósticos tão divulgados nos meios especializados, olhando para o recente discurso sobre a crítica de arte em sua reflexão sobre o próprio métier, Mario Pedrosa vem sendo recursivamente lembrado como inaugurador de uma nova fase na profissão. O empenho de Pedrosa na institucionalização da crítica na década de 1950, sua relação ativa com artistas e movimentos, sua atuação junto às instituições exibitórias, como o MAM, a Galeria IBEU e a Bienal de São Paulo, são algumas das práticas que vêm sendo recursivamente acionadas para se referir ao autor e associá-lo a tomadas de posição contemporâneas e aos rumos tomados pela crítica atual. Este projeto procura discutir as mudanças na crítica de arte do ponto de vista das relações sociais que supõem e dos diagnósticos e discursos que fazem a mediação entre o público e a produção de arte, buscando entender como a memória do crítico que se consagrou nos anos 1950 é hoje acionada para dar sentido aos novos modos de perceber a profissão.


Publicações


Construindo a memória do futuro: uma análise da fundação do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. 1. ed. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2011.

Wiederaufbau no Brasil: relações entre a Escola de Ulm e o projeto pedagógico do MAM carioca. Sociologia & Antropologia, v. 3, 2012.

Musealização, critica de arte e o exercício experimental da liberdade em Mario Pedrosa. Estudos Históricos (Rio de Janeiro), v. 24, 2011.

A crítica de arte brasileira: Mario Pedrosa, as décadas de 1950 e 2000 em discussão. Poiésis (Niterói), v. 14, 2010. Naturezas mortas: o Museu Nacional e a construção da nação na encomenda de D. Pedro I para o ultramar. 19&20 (Rio de Janeiro), 2010.

Pretérito do Futuro: o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e seu projeto de modernidade. Revista de Ciências Sociais (Fortaleza), v. 41, 2010.


Currículo Lattes