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EDITORIAL
Nesta edição, a Revista Habitus comemora dois anos de edições semestrais e, para comemorar, retomamos a apresentação dos acessos ao nosso endereço eletrônico. No editorial do vol. 6 - nº 1 – 2008, em que anunciamos a proposta da semestralidade, foram usados mapas e dados fornecidos pela análise de web do Google Analytics para mostrar o aumento no número de acessos e da sua maior diversidade. Recorremos novamente ao Google Analytics para atualizar as informações sobre o fluxo dos nossos acessos no último ano.
De julho de 2010 a junho de 2011 tivemos um aumento de 12% dos acessos, totalizando quase 6000 visitas no período. São 5620 acessos do Brasil; 74 de Portugal; 42 da Argentina; 40 da França; 35 dos Estados Unidos; 29 da Alemanha; 19 do Reino Unido; 14 do Chile; 8 da Espanha; 5 do México e da Itália; 4 do Canadá, da Dinamarca e do Uruguai; 3 de Moçambique e do Equador; 2 da Austrália, da Polônia, do Japão, da Colômbia, da Venezuela e da Romênia; em mais 11 países tivemos 1 acesso. Em relação à sistematização apresentada em 2008, houve um aumento de 300% da diversidade de procedência dos acessos internacionais.
No Brasil as visitas concentram-se no estado do Rio de Janeiro, que detém quase 35% dos acessos. Cerca de 30% das visitas são de outras nove grandes capitais (em ordem decrescente de números de visita): São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Porto Alegre, Recife, Fortaleza, Salvador e Curitiba. Os 35% acessos restantes correspondem a visitas com acesso realizado em mais 187 cidades. São 38 cidades a mais do que em 2008.
Durante o primeiro semestre de 2011 buscamos ampliar a divulgação da revista reforçando a atenção aos nossos perfis nas redes sociais: no Facebook e no Twitter. Seguimos nosso empenho de divulgar nessas redes eventos na área das Ciências Sociais realizados no Brasil. Para ter seu evento divulgado basta entrar em contato conosco através de um dos nossos perfis ou pelo e-mail revistahabitus@gmail.com.
A busca por maior visibilidade da revista também foi endossada pela primeira renovação do conselho editorial da revista, composto por professores doutores da área das Ciências Sociais e que tem por principal atribuição auxiliar a comissão editorial nas decisões editoriais em caso de dúvida. Através da renovação do conselho editorial procuramos ainda nos adequar melhor aos critérios Qualis para avaliação de periódicos no que diz respeito à diversidade institucional dos membros do conselho.
Por fim, esperamos contribuir com a divulgação da revista por meio da parceria com a IV Jornada de Ciências Sociais – IFCS/UFRJ, a JICS. Os debatedores das mesas de apresentação escolherão os três melhores trabalhos, os quais receberão como prêmio a publicação na Revista Habitus. Assim como a revista, a JICS possui o objetivo de ser um espaço para exposição de trabalhos na área das Ciências Sociais de alunos de graduação de diversas instituições de ensino e pesquisa do país. A JICS ocorrerá nos dias 7 a 11 de novembro. Em 21 de setembro será divulgada a lista dos trabalhos selecionados.
Nesta edição, contamos com dez artigos, o artigo de Maria Angélica Rodrigues de Sousa “A nudez em Cena: Teatro Oficina, o Espelho Mágico e o nu artístico”, se ocupa da reflexão sobre o espaço da cena teatral em sua relação com o uso do corpo nu como recurso cênico. Em, “Críticas contemporâneas a Marx: uma miséria intelectual nas lutas de classes”, Gabriel Gomes Lourenço discute e analisa as principais críticas feitas à obra marxiana atualmente. Raissa Menezes de Oliveira problematiza o conceito de infância tomando como base o arcabouço teórico de Nobert Elias em “Reflexões sobre o conceito de infância a partir da perspectiva eliasiana”. O artigo de Layla Jorge Teixeira Cesar “Aníbal Quijano e José Maria Arguedas: um encontro entre sociologia e literatura” é o resultado de uma análise que procura recorrer à produção literária de José Maria Arguedas para aprofundar a compreensão das categorias de Aníbal Quijano.
Em "Autoridade e Discurso: uma análise da trajetória de Mário Pedrosa", Guilherme Marcondes discute as mudanças que ocorreram no campo da arte brasileira, na década de 1950, a partir da análise da trajetória intelectual do crítico de arte e militante político de esquerda Mário Pedrosa. No artigo "Sociedade Civil e a Luta pelos Direitos Humanos no Brasil", a autora Julia França apresenta um panorama do desenvolvimento histórico da atuação da sociedade civil na defesa dos Direitos Humanos, tendo como foco principal as Organizações Não-Governamentais. Thales Torres Quintão, no seu artigo "A Relação Entre o (Neo) Patrimonialismo e a Sociedade Civil no Caso Collor", faz uma análise da maneira como a sociedade civil procurou romper com as práticas neopatrimonialistas, em especial nas mobilizações, em 1992, pró-impeachment do então presidente Collor. Já em “Conquistei meu espaço dia a dia” – estudo etnográfico sobre a ocupação do espaço público pelos vendedores ambulantes” Priscila Farfan Barroso faz uma excelente análise sobre a ocupação do espaço público por ambulantes em Porto Alegre, na Rua Voluntários da Pátria. Rodrigo Amaro de Carvalho se utiliza de uma análise dos discursos contrários e favoráveis à pichação para estudar, enquanto fenômeno social e forma de intervenção, a “Caligrafia Urbana: práticas simbólicas, sociabilidades e criminalização da pichação em São Paulo”. Em “Se Questo è un Uomo: Primo Levi e o paradigma biopolítico da modernidade”, Lucas Amaral de Oliveira busca compreender elementos da história da degradação da vida nos campos de concentração a partir da literatura de testemunho de Primo Levi para, então, relacionar os espaços de exceção nazistas com os que existem na atualidade.
O entrevistado dessa edição é Marco Antonio Teixeira Gonçalves. Graduado em Ciências Sociais, é Mestre e Doutor em Antropologia Social pelo Programa Pós-Gradução de Antropologia Social do Museu Nacional-UFRJ. Realizou Pós-Doutorado na Universidade de St Andrews (1997), na Katholieke Universiteit Leuven (1998) e na Ecole des Hautes Etudes en Sciences Sociales (2006). Atua na área de etnologia indígena e Antropologia Visual. Atualmente é professor do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia da UFRJ, do Departamento de Antropologia Cultural do IFCS-UFRJ e está no cargo de direção deste instituto.
Como sempre, gostaríamos de agradecer aos pareceristas que ajudaram na elaboração desta edição: Aldo Duran Gil, André Luiz Correia Lourenço, Antonio Ozaí da Silva, Bernardo Curvelano Freire, Carolina Pucu de Araújo, Cesar Gordon, Cristhian Teófilo da Silva, Daniel Soczek, David da Costa Aguiar de Souza, Elisa Massae Sasaki Pinheiro, Enoque Feitosa, Flávia Lessa de Barros, Francisco Heitor da Rosa, João Ignácio Pires Lucas, Juliana Gonçalves Melo, Liana Lewis, Luciano Cavini Martorano, Luís Antônio Francisco de Souza, Maria Cristina Caminha de Castilhos França, Maria Lígia Coelho Prado, Maria Orlanda Pinassi, Monica Grin Monteiro de Barros, Pedro Spinola Pereira Caldas, Raphael Lima, Raymundo Heraldo Maués, Rita de Cássia Fazzi, Rita de Cássia Marchi, Rita de Cássia Oemning da Silva, Rodrigo Salles Pereira dos Santos, Sergio Lessa, Thais Luzia Colaço e Wellington Lourenço de Almeida.
Comitê Editorial | Revista Habitus – IFCS/UFRJ |
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