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TRADUÇÃO DE "DE
INTERPRETATIONE" DE ARISTÓTELES 1 Primeiro, se deve
estabelecer o que é um nome e um verbo; depois, o que é
uma apófase e uma catáfase, uma apófanse e um discurso.
De um lado, um nome
é um som de voz significante segundo convenção sem
tempo, do qual nenhuma parte é significante tendo sido separada;
por exemplo: em kallippós, o "-ippós"
nada significa por si mesmo, como significa na expressão kalós
hippós (belo cavalo). Realmente não é como
nos nomes simples que existem nos nomes compostos: pois naqueles de modo
algum a parte é significante, porém nestes ela o é,
contudo não constitui (no sentido único da palavra composta)
um algo separado, como em epaktrokeles (navio-pirata) e keles
(navio). 3 Um verbo é porém o adsignificante de tempo, do qual uma parte separadamente nada significa; é porém um signo daquilo que é dito de um outro. Digo que ele adsignifica o tempo, como a "cura" de um lado é nome e "cura-se" de outro lado é verbo, pois significa ainda um estruturar-se no agora. E é sempre um signo do que se estrutura, assim como daquilo que diz respeito ao subjacente . Porém o "não cura" assim como o "não adoece" não chamo de verbos, pois se, de um lado, adsignificam tempo e sempre sustentam algo a que dizem respeito, de outro lado, para essa diversidade não jaz um nome, mas seriam "verbos indeterminados", porque do mesmo modo estruturam o que diz respeito ao ente e ao não ente. Do mesmo modo o "curou" ou "curará" não são verbos, mas casos do verbo, e diferem do verbo porque este adsignifica o tempo presente e aqueles os arredores. Além disso ditos por si mesmos e em si mesmos os verbos são nomes e significam algo - pois, em se falando, fixa-se o pensamento e o que é ouvido repousa - mas ainda não significam se é ou não, pois o "ser" ou "não ser" não são signos do real , nem tampouco o "ente", vistos sozinhos. Pois estes nada são, porém adsignificam, se estão em uma composição , a qual sem os componentes não são pensados.
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