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Seminário de Estudos Clássicos                       this page in english

A POÉTICA DE ARISTÓTELES

A Poética de Aristóteles, em que o filósofo analisou o modo de ser e proceder da epopéia e da tragédia, no primeiro livro, e da comédia, no segundo livro (o que foi perdido), é, sem dúvidas, a obra teórica mais estudada, pela Estética e Filosofia da Arte, de todos os tempos. A obra teve grande influência na teoria literária e na oratória até a Antiguidade tardia, passou pelas tradições culturais helenistas e árabes enquanto era posta de lado pela Europa medieval, até que, editada e impressa no final do séc. XV e início do séc. XVI (a edição veneziana de Aldo Manuzzio), passou a ser leitura obrigatória em todas as escolas de Arte européias, principalmente as italianas. Acontece que, paralelamente, no Renascimento Italiano, pela primeira vez, a pintura e a escultura passaram a ser igualmente consideradas belas artes e a ter um status social equivalente ao das artes poéticas. Nesse momento, a recepção da Poética tomou o que Aristóteles dizia sobre as artes literárias, para aplicar à reflexão também das demais artes, inclusive as artes plásticas, que não estavam no escopo original do Filósofo.
Portanto, ainda que Aristóteles não tenha pensado sobre as artes, tal como as entendemos hoje, o que ele escreveu foi decisivo ao longo da história das artes ocidentais, especialmente após o Renascimento. A Poética de Aristóteles muitas vezes chegou a determinar os cânones de vários estilos, principalmente, os de inspiração clássica: classicismos e neoclassicismos diversos. E mesmo quando se queria contestar alguma tradição ou escola artística, a Poética serviu, quando não era o modelo a seguir, de modelo a contestar, como, por exemplo, ao se criticar o naturalismo, ou o figurativismo, ou as famosas prescrições de unidade (de tempo, de espaço, de ação) na dramaturgia. Assim, se Aristóteles não pensou as artes tal como as entendemos hoje, em contrapartida ele foi decisivo para o que entendemos hoje como arte. Muitas das clivagens, dos valores, das categorias e dos princípios das teorias estéticas modernas e contemporâneas têm origem nas especulações de Aristóteles sobre a poesia épica, sobre a música e sobre a poesia dramática.

 Programa.

 Bibliografia sobre a Poética de Aristóteles.

Artigos na Internet

 La notion de genres: Aristote
Antoine Compagnon
 A Kátharsis em Platão e Aristóteles
Fernando Rey Puente

 Sobre a estética de Aristóteles
Fernando Santoro

 As potências da Linguagem (um panorama das investigações aristotélicas sobre o logos)
Fernando Santoro

 Arte no pensamento de Aristóteles
Fernando Santoro

 The Classical Concept of Mimesis
Göran Sörbom

Tractatus Coislinianus
Lane Cooper 
La Poïétique à ses origines : Aristote, Heidegger
Laurent Giroux

 Pleasure in Aristotle's aesthetics
Malcolm Heath

 The universality of poetry in Aristotle's Poetics
Malcolm Heath

 Aristotle on comedy
Malcolm Heath

 Aristotelian comedy
Malcolm Heath

 The Poetics of Fabula: Mythos and Epeisodion in the Poetics of Aristotle
Masahiro Kitano

 Aristotle´s Theory of Comedy : Mythos and Kátharsis
Masahiro Kitano

 Aristotle´s definition of Tragedy
Ramon Paredes
 Complexity and Pleasure: Aristotle's 'Complex Plot' and the pleasure element in tragedy
Souvik Mukherjee

 Aristotle and the Emotions
Steven Leighton

 The value of passions in Plato and Aristotle
Steven Leighton

 Feelings and Emotions
Steven Leighton

 A New View of Emotion
Steven Leighton

 Unfelt Feelings in Pain and Emotion
Steven Leighton

 

Elos para outras páginas relacionadas

Arte no Pensamento
La jeunesse d'Aristote

 

Edições da Poética na Internet

Tradução da Poética Livro I. tradução de Fernando Gazoni
 

Tradução da Poética Livro I. tradução disponível em domínio público, de Paulo Costa Galvão
   

 Tradução da Poética Livro II  tradução do Tractatus Coislinianus, por F. Santoro

 
Texto Grego. texto grego do Perseus (com elo para a tradução inglesa)

Tradução francesa de Ch. Emile Ruelle (1922) edição bilíngue
Tradução francesa de André Dacier (1692) manuscrito
Edição bilíngue de Batteux (1771) in-8
René Rapin, Reflexions sur la Poétique d'Aristote (1674)