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EDIÇÃO FESTAS E SOCIABILIDADES - v. 10 (1), maio 2011

Caros leitores,

É com muita satisfação que apresentamos a edição temática Festas e Sociabilidades, organizada pela professora Renata de Sá Gonçalves (UFF, doutora pelo PPGSA-UFRJ e amiga da Revista Enfoques).

Neste número, apresentamos textos, reflexões, fotografias e vídeos produzidos em contextos de pesquisa sobre "as festas e as sociabilidades".

Reforçamos, com veemência, e fazemos nossos os agradecimentos que constam abaixo, na apresentação de Renata Gonçalves.

Celebremos!

Diego Alves, Diego Madih, Ludmila Freitas e Thais Schettino
Coordenação Editorial

 

Apresentação

Desde 2002, a Revista Enfoques publica artigos de alunos de pós-graduação, abrigando uma variedade de temas e perspectivas no âmbito das ciências sociais. Acompanhei de perto o permanente amadurecimento do projeto da Revista e da organização do trabalho dos editores ao longo dos últimos anos, como aluna do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia e como integrante do grupo de editores. Tive a oportunidade, em 2010, já como ex-aluna, na condição de bolsista Prodoc, de me somar mais uma vez ao grupo de editores e de compartilhar, em caráter experimental, a proposta do presente número temático. A primeira, e única edição temática da Enfoques até então, havia sido publicada em novembro de 2006, e versava sobre operários e sindicatos. Apesar da experiência anterior com um número temático, o sucesso desta segunda iniciativa, quatro anos mais tarde, ultrapassou a expectativa dos editores que receberam um número expressivo de colaborações.

O tema geral proposto - "as festas e as sociabilidades", é especialmente estimulante, pois não apresenta contornos teóricos predeterminados, recortes espaciais ou temporais arraigados. Ao contrário, na contemporaneidade, as relações e as especificidades das festas, diversas e concretas, que se espraiam pelo Brasil afora desafiam os pesquisadores a criarem seus caminhos de pesquisa. As teorias clássicas e contemporâneas, sociológicas e antropológicas acompanham a expressiva e, algumas vezes, difusa produção bibliográfica sobre festas. Com elas, um leque de possibilidades metodológicas como o trabalho etnográfico, o uso de fontes de arquivo, de registros orais e escritos, o estudo de narrativas e memórias e o uso de recursos audiovisuais oferecem potencialidade investigativa e renovam o saber nas ciências sociais.

A riqueza da produção atual está presente neste número que reúne artigos sobre eventos festivos em suas variadas dimensões sociais, artísticas e rituais. A variedade de abordagens se desenha nos seis artigos que tratam de festas nos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro e na resenha de um livro que reúne artigos sobre carnavais dentro e fora do Brasil em seus múltiplos planos. Além disso, a maioria dos autores apresenta contribuições associadas ao texto escrito, nas seções de fotos e vídeos, revelando a potencialidade das diversas formas narrativas escritas e audiovisuais.

Mantendo a iniciativa dos últimos números, este também publica a tradução de um artigo pertinente à temática geral. Publicado originalmente na revista francesa L`Homme, o artigo "O Folclore Reprimido, ou as Seduções do Arcaísmo" de Nicole Belmont, problematiza noções românticas sobre o folclore e a cultura popular. Há, ainda, a republicação de um artigo já clássico entre alunos e professores: "O Significado do Botequim", de Luiz Antonio Machado da Silva.

Por se tratar sobretudo de um trabalho de equipe realizado pelos alunos, é importante destacar o espírito de acolhimento, liberdade e parceria do grupo de colegas editores e dos colaboradores. Dentre eles, além dos editores e autores, agradecemos o professor Luiz Antonio Machado que gentilmente autorizou a republicação do artigo citado, à professora Nicole Belmont que autorizou a tradução do artigo e à Céline Spinelli que traduziu o artigo e colaborou especialmente com a presente edição.

Estão todos convidados a festejarem conosco essa nova edição.

Renata de Sá Gonçalves
É Professora do Departamento de Antropologia da Universidade Federal Fluminense;
Foi Bolsista Prodoc do Programa de Pós-graduação em Sociologia e Antropologia (2009-2010);
Foi Editora da Revista Enfoques (2003-2008).

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Bárbara de Souza Fontes procura compreender a Festa do Tomate de Paty do Alferes (RJ) a partir do ponto de vista das pessoas residentes no município. Assim, apresenta o personagem principal dessa festa, o tomate, enquanto um agregador simbólico.
<A Festa do Tomate em Paty do Alferes/RJ: notas para pesquisa>

Breno Trindade da Silva analisa as Festividades de Nossa Senhora do Rosário desenvolvidas na comunidade da Quinta do Sumidouro, em Fidalgo, distrito de Pedro Leopoldo – MG. Parte do princípio de que manifestações da cultura popular, como o congado, têm como um dos fatores que asseguram a sua existência, através dos processos históricos, o ritual.
<A Congada Mineira: festa, ritual e liminaridade>

Céline Spinelli acompanha as principais etapas da festa anualmente realizada em homenagem ao Divino Espírito Santo, na cidade de Pirenópolis (Goiás). Devido à sua abrangência e tradição, o complexo festivo polariza e integra os dois universos que compõem a realidade local: o rural e o urbano.
<Brindando o Divino em Pirenópolis: interfaces de uma festa popular>

Flávio Ferreira reflete sobre como as festas de forró informam sobre a organização social na Serra da Gameleira (RN). A partir da sociabilidade festiva entre diferentes grupos familiares, o forró aparece como um evento propício à circulação dos indivíduos e aos encontros entre os segmentos sociais no espaço da Serra.
<Os forrós da Gameleira: festa e sociabilidade>

Hugo Menezes Neto, a partir do carnaval multicultural do Recife, dedica-se às tensões e negociações instauradas pela presença das escolas de samba em um contexto deveras distinto do Rio de Janeiro, traduzidas no que a antropóloga Katarina Real (1990) denomina “batalha frevo-samba”.
<Notas sobre a batalha frevo-samba no carnaval de Recife-PE>

Suiá Omim Arruda de Castro Chaves apresenta as categorias de saber e “cultura” tal como elaboradas pelas pessoas que brincam Maracatu de Baque Solto. De brincadeira maligna a ícone da identidade pernambucana, o Maracatu torna-se um caso instigante para pensar o processo de espetacularização de um ritual de carnaval realizado e vivido por trabalhadores da cana de açúcar.
<Carnaval em Terras de Caboclo: Saber e Cultura no Maracatu de Baque Solto>

 

 

 



[EDIÇÃO COMPLETA ENFOQUES V10/1/2011]

Boa Leitura!

 


 

Itens de Revista Enfoques

Visite a galeria da Revista Enfoques
(nesta edição, com fotos de Bárbara de Souza Fontes e Breno Trindade da Silva)


:: BAQUE SOLTO :: um filme de Suiá Omim e Tatiana Devos

:: SERRA DA GAMELEIRA ::
vídeo experimetal de Flávio F. R. Ferreira

:: CONVERSA DE BOTEQUIM ::
composição de Noel Rosa e Vadico

CHAMADA PARA PUBLICAÇÃO
EM NÚMERO TEMÁTICO

ETNOGRAFIA E EDUCAÇÃO:
atores, espaços e representações


Arquivo da Memória Operária

Laboratório de Antropologia Urbana

Núcleo de Experimentações em Etnografia e Imagem

Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana

Núcleo de Estudos de Sexualidade e Gênero

Núcleo Interdisciplinar de Estudos sobre Desigualdade

Núcleo de Pesquisa em Sociologia da Cultura




Número de Visitas
 

IFCS  UFRJ

Enfoques - Revista Eletrônica dos Alunos do PPGSA/IFCS/UFRJ
Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia
           Largo de São Francisco, nº 1 - Sala 420 - Rio de Janeiro - RJ - 20051-070